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  • 06/07/15
  • 19h37

Os Estados Unidos são um parceiro tradicional e inescapável do Brasil. Em maio de 1824, em Washington, José Silvestre Rebello foi o primeiro diplomata a apresentar cartas credenciais a um Governo estrangeiro em nome do Império do Brasil. Em 1905, a primeira Embaixada brasileira no exterior foi aberta nos Estados Unidos, e Joaquim Nabuco assumiu o posto de primeiro Embaixador brasileiro em Washington. Ao longo de quase dois séculos de relacionamento diplomático, Brasil e Estados Unidos têm demonstrado a centralidade que um país ocupa nas agendas interna e externa do outro. Atualmente, a intensidade das relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos é demonstrada pelos mais de trinta mecanismos de diálogo entre os Governos dos dois países, que abarcam temas como comércio, investimentos, energia, meio ambiente, educação, ciência, tecnologia e inovação, defesa, cooperação trilateral, igualdade de gênero e combate ao racismo. Aliando o importante componente histórico tradicional a novas ênfases e prioridades, a visita oficial da Presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos relançou as bases do relacionamento bilateral, pautado pela construção de convergências em interesses multitemáticos.

A visita oficial da Presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos, entre os dias 28 de junho e 1º de julho de 2015, buscou conjugar, ao mesmo tempo, três objetivos complementares: (i) reafirmou a importância do relacionamento bilateral na agenda política de ambos os países, com o estabelecimento de uma agenda bilateral robusta; (ii) reforçou o protagonismo dos dois países nos principais temas de cooperação global, multilateral e regional; (iii) avançou a agenda brasileira de promoção do desenvolvimento por meio de investimentos e parcerias em ciência, tecnologia e inovação.

Em uma fase de construção das bases para um novo ciclo de expansão do crescimento, o Brasil lançou o Programa de Investimento em Logística 2015-2018, com o objetivo de promover mais investimentos em infraestrutura no país. Em Nova York, a Presidenta Dilma Rousseff participou do encerramento do seminário "Infrastructure Brasil", dirigido a investidores norte-americanos e autoridades governamentais, para divulgar as oportunidades de investimento em infraestrutura no Brasil. Como recordou a Presidenta na ocasião, "o Brasil e os Estados Unidos têm uma longa história de cooperação e integração econômica. Os Estados Unidos continuam sendo o principal investidor estrangeiro no Brasil, com estoque da ordem de US$ 116 bilhões em 2013. E 3.000 empresas americanas atuam no Brasil em áreas diversas, como petróleo, gás, energia elétrica, bancos, telecomunicações, atividades imobiliárias, automóveis, metalurgia e agricultura".

O Brasil e os Estados Unidos já contam com um relacionamento econômico-comercial maduro e sofisticado. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil e o principal comprador de produtos manufaturados brasileiros. O intercâmbio comercial cresceu 75% nos últimos dez anos, ultrapassando US$ 62 bilhões em 2014. O Brasil está empenhado na meta de dobrar o fluxo de comércio com os Estados Unidos na próxima década. No contexto da visita, os Estados Unidos abriram o mercado para as exportações de carnes brasileiras. Outras questões, como a convergência regulatória e a facilitação do comércio, também estiveram presentes nas discussões bilaterais.

Em Nova York, a Presidenta manteve encontros com dirigentes de fundos de investimentos, bancos e empresas norte-americanas com investimentos no Brasil, reiterando o interesse brasileiro em ampliar e desenvolver cada vez mais as relações bilaterais. Como conclusões do IX Fórum de Altos Executivos Brasil-Estados Unidos (“Fórum de CEOs”), realizado em junho de 2015, foram introduzidas na pauta as sugestões de criação de um centro de informações em infraestrutura para promover projetos de investimento para desenvolver instrumentos de financiamento e de garantias para investimentos de longo prazo, com vistas a estimular a participação privada. Criado em 2007, com os objetivos de facilitar o comércio e investimentos bilaterais e identificar formas de integração competitiva entre as duas economias, o Fórum é integrado por 12 CEOs e dois representantes governamentais de cada país, os quais apresentam, periodicamente, recomendações aos Governos de ambos os países.

"O Brasil quer seguir construindo com os Estados Unidos uma relação adaptada à ordem multipolar que emerge no século XXI". Com essas palavras, a Presidenta recordou a necessidade de que a viabilidade da ordem multipolar passa, necessariamente, pelo multilateralismo, pela busca de consensos e pela cooperação.

  • 11/07/13
  • 11h53

Intervenção do Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, em audiência conjunta da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional  e da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal - 10/07/2013

A respeito das denúncias veiculadas a partir do último fim de semana pela imprensa, relativas a atividades de interceptação de comunicações de cidadãos brasileiros que teriam sido realizadas pelo governo dos Estados Unidos da América, o Governo brasileiro tomou conhecimento do assunto por meio de notícias de imprensa, com base em elementos de informação que teriam sido fornecidos pelo senhor Edward Snowden, ex-funcionário de empresas que mantinham contrato de prestação de serviços a órgãos da área de inteligência dos Estados Unidos.

 

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